quarta-feira, 29 de outubro de 2008

E a turbulência continua...

A crise não é mais americana, é mundial. Os cinco continentes estão sentindo seus efeitos, uns mais, outros menos. Num cenário tão turbulento fica difícil fazer previsões. Tudo não passa de especulação, afinal, ninguém sabe exatamente onde vamos parar.

Enquanto uns defendem que a população continue comprando para não cairmos em recessão, outros zelam pela contenção de gastos a qualquer custo. Muitos têm me perguntado o que fazer nesse momento. E essa é uma resposta um tanto complexa.

Defendo a linha da educação financeira e das finanças sustentáveis. Isso não quer dizer, em hipótese alguma, que incentivo as práticas de "pão-durismo", como é popularmente conhecida. Estamos inseridos num contexto econômico onde a sociedade depende exclusivamente do consumo para garantir sua sobrevivência. E é praticamente impossível negarmos esse sistema por completo - a menos que nos mudemos para o campo e vivamos completamente isolados do mundo.

Como essa não parece ser a saída para a grande maioria das pessoas que vivem nos grandes centros urbanos, a resposta para essa crise pode ser resumida em uma única palavra: equilíbrio. Se você quer comprar algo e tem dinheiro suficiente para pagar a vista, compre. Se pensa em parcelar parte do pagamento, analise bem as taxas de juros, o prazo para pagamento (que deve ser o menor possível) e a estabilidade da sua fonte de renda.

Em suma, antes de mergulhar de cabeça numa dívida, faça-se as seguintes perguntas: Tenho garantias de emprego durante o tempo em que me comprometer com essa dívida? Qual é o nível de vulnerabilidade do meu ramo de trabalho em meio a essa crise mundial? E, por fim, traçe sempre um plano B para caso as suas previsões caiam por terra.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A festa acabou!

Lembro que nas entrevistas para o livro conversei com a sociológa Glória Pereira, que comparou a fartura de crédito no Brasil a uma festa, onde os convidados estão aptos a cometerem abusos e exageros. Mas, agora a festa simplemente acabou.

A crise norte americana veio em boa hora e serve de exemplo para que nós, brasileiros, não caiamos nos mesmos erros. O que acontece lá agora é a prova real do que pode acontecer quando o povo excede os limites do endividamento.

Que isso fique de lição para nós e para eles também.

domingo, 7 de setembro de 2008

Nota fiscal já é um bom negócio

A frustração dos consumidores que colocam seu CPF nas notas fiscais paulistas está a um passo do fim. Desestimulados pela minúscula quantia reembolsada, muitos deixaram de solicitar a nota.

Para incentivar a prática, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo irá lançar um programa de premiação a partir de outubro. A cada 100 reais acumulados com emissão da nota fiscal paulista, o consumidor receberá uma senha para concorrer a 50 mil reais em dinheiro.

Vale a pena apostar...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Você sabe quanto paga pelas tarifas bancárias?

Quase 70% dos correntistas não sabe. E praticamente a metade nem sequer considera este item na hora de escolher uma instituição financeira para abrir sua conta.


Pesquisa: Fecomércio-RJ
Ilustração: Jornal Destak 27/08/2008


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A oitava economia do mundo

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) acaba de divulgar um estudo que apresenta uma estimativa de crescimento de 150% no PIB - Produto Interno Bruto até 2030. Em 2007 foram registrados 963 bilhões de reais e, para 2030, a expectativa é que esteja na casa dos 2,4 trilhões.

Para isso o Brasil precisará crescer em média 4% ao ano. Este crescimento deverá ser respaldo pelo aumento no nível de escolaridade do brasileiro e também pelo impulso na produção de petróleo, minérios e bionergia.

A América Latina terá grande destaque no cenário econômico com crescimento acima da média mundial. As reservas energéticas e o potencial para a produção de alimentos serão os grandes responsáveis por este feito.

Se tudo correr conforme a perspectiva da pesquisa, o Brasil será a oitava economia mundial. O primeiro lugar continuaria com os EUA e o segundo seria ocupado pela potência Chinesa.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A prestação vai ficar mais cara...

Cerca de 38% dos automóveis são vendidos pelo sistema de leasing, que não recolhe o IOF - Imposto sobre Operações Financeiras - que passou de 1,5% para 3,38% em janeiro deste ano. O sistema funciona como um arrendamento mercantil, onde o comprador só tem o carro em seu nome após a última parcela paga.

Tanta atratividade impulsionou o consumo e conseqüentemente a inflação. As vendas de automóveis no Brasil não param de crescer e o governo pretende frear este consumo passando a cobrar o imposto também sobre as operações de leasing.

De acordo com o professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobro, o comprador que negociar um valor de 20 mil reais em leasing em 36 meses terá uma prestação mensal 2,86% mais cara. Sem o imposto, a mensalidade* ficaria em 784,66. Com o IOF subiria para 807,14.

* Cálculo inclui taxa mensal de juros de 2%.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ranking do consumo no Brasil


Pesquisa: Fecomércio-SP
Ilustração: Jornal Destak - 08/08/2008